Em meio as bolas e lâmpadas quebradas pelas minhas mãos...
Em meio a presentes rasgados...
Em meio ao presépio destruído
E a árvore cortada e queimada...
Estou eu, tentando sobreviver ao pior...
Sobreviver a falsidade,
Ao sangue nas minhas mãos...
Ao suor em minha testa...
Nada poderia ser pior...
Do que olhar pra você...
Carne morta,
Carne que eu matei...
E hoje eu me alimento de você...
Que medo do Papai Noel!
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